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Festa de 15 anos vira caso de polícia em Castanhal após prejuízo de R$ 21 mil

Vítima registrou boletim de ocorrência após sucessivos adiamentos e cancelamento do evento sem devolução dos valores. Organizadores da "Casa Gastro" alegam estar sendo extorquidos por facção criminosa.

Redação Por Redação
14/05/2026

Uma moradora de Castanhal, no nordeste do Pará, procurou a Polícia Civil na última quarta-feira (13) para denunciar um suposto golpe envolvendo a contratação de serviços para a festa de 15 anos de sua filha. A empresária Laysa Lima de Macedo, de 35 anos, relata um prejuízo de R$ 21.828,00, pagos via Pix entre março e abril de 2026.

A celebração, que deveria ser um momento de alegria, tornou-se um pesadelo. Segundo o depoimento, os pagamentos foram feitos à empresa Casa Gastro Cursos e Festas Ltda, representada por Rosiane Correia da Silva e seu marido, Sérgio Villas. Após sucessivos adiamentos, o evento foi cancelado definitivamente sem que nenhum valor fosse ressarcido à família.

Alegações de extorsão e Comando Vermelho

O caso ganhou contornos ainda mais graves durante uma reunião na sede da empresa. De acordo com o Boletim de Ocorrência, Sérgio Villas teria afirmado à vítima que o casal estaria sendo extorquido por integrantes da facção criminosa Comando Vermelho.

Segundo o relato, os recursos que deveriam ter sido usados para a festa teriam sido destinados ao pagamento dessas extorsões. A denunciante afirmou, ainda, que foi desencorajada a procurar as autoridades sob a justificativa de um suposto envolvimento de criminosos e possíveis ameaças.

Fornecedores nunca foram contratados

Ao investigar a situação por conta própria, Laysa Macedo descobriu que fornecedores que supostamente trabalhariam no evento — como decoradores, cerimonialistas e equipes de som — sequer sabiam da existência da festa.

“Acredito que nunca houve providências concretas para a realização da festa”, afirmou a vítima no registro policial.

A empresária suspeita que a fraude tenha sido premeditada, citando a pressão constante para a antecipação de valores via Pix sob o pretexto de repasse aos colaboradores.

Investigação em andamento

Em nota, a Polícia Civil confirmou que a 12ª Seccional de Castanhal apura a denúncia de estelionato. O procedimento inclui a análise de comprovantes de pagamento, conversas de WhatsApp e a oitiva dos envolvidos. As alegações sobre ameaças e a menção à organização criminosa também serão objeto de investigação.

O espaço permanece aberto para manifestações.

Com informações de O Liberal.

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