Uma moradora de Castanhal, no nordeste do Pará, procurou a Polícia Civil na última quarta-feira (13) para denunciar um suposto golpe envolvendo a contratação de serviços para a festa de 15 anos de sua filha. A empresária Laysa Lima de Macedo, de 35 anos, relata um prejuízo de R$ 21.828,00, pagos via Pix entre março e abril de 2026.
A celebração, que deveria ser um momento de alegria, tornou-se um pesadelo. Segundo o depoimento, os pagamentos foram feitos à empresa Casa Gastro Cursos e Festas Ltda, representada por Rosiane Correia da Silva e seu marido, Sérgio Villas. Após sucessivos adiamentos, o evento foi cancelado definitivamente sem que nenhum valor fosse ressarcido à família.
Alegações de extorsão e Comando Vermelho
O caso ganhou contornos ainda mais graves durante uma reunião na sede da empresa. De acordo com o Boletim de Ocorrência, Sérgio Villas teria afirmado à vítima que o casal estaria sendo extorquido por integrantes da facção criminosa Comando Vermelho.
Segundo o relato, os recursos que deveriam ter sido usados para a festa teriam sido destinados ao pagamento dessas extorsões. A denunciante afirmou, ainda, que foi desencorajada a procurar as autoridades sob a justificativa de um suposto envolvimento de criminosos e possíveis ameaças.
Fornecedores nunca foram contratados
Ao investigar a situação por conta própria, Laysa Macedo descobriu que fornecedores que supostamente trabalhariam no evento — como decoradores, cerimonialistas e equipes de som — sequer sabiam da existência da festa.
“Acredito que nunca houve providências concretas para a realização da festa”, afirmou a vítima no registro policial.
A empresária suspeita que a fraude tenha sido premeditada, citando a pressão constante para a antecipação de valores via Pix sob o pretexto de repasse aos colaboradores.
Investigação em andamento
Em nota, a Polícia Civil confirmou que a 12ª Seccional de Castanhal apura a denúncia de estelionato. O procedimento inclui a análise de comprovantes de pagamento, conversas de WhatsApp e a oitiva dos envolvidos. As alegações sobre ameaças e a menção à organização criminosa também serão objeto de investigação.
O espaço permanece aberto para manifestações.
Com informações de O Liberal.
